
Gramados sintéticos do futebol brasileiro
O Campeonato Brasileiro de 2025 terá, mais uma vez, três estádios com gramado sintético, igualando o número da temporada anterior. Entretanto, essa quantidade poderá aumentar, já que há uma troca entre os campos.
Entre os estádios que permanecem com grama sintética estão o Allianz Parque, em São Paulo, e o Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Ambos mantêm o tipo de gramado adotado no ano passado. A grande novidade deste ano é a Arena MRV, casa do Atlético-MG, que anunciou a mudança para o gramado sintético no final de 2024 e deverá utilizá-lo na abertura da Série A.
Embora tenha sido o pioneiro no uso de grama sintética no Brasil desde 2016, o estádio do Athletico não será parte do campeonato nesta temporada. Após o rebaixamento do clube, a equipe disputará a Série B do Campeonato Brasileiro, o que resultou na ausência de seu estádio da lista.
Além desses três, o Pacaembu passou por uma reforma significativa e agora conta com gramado sintético. O estádio, que antes era de gestão pública, passou a ser administrado de forma privada e tem um contrato de 10 anos com o Santos para sediar partidas. Marcelo Teixeira, presidente do clube, já sugeriu que o estádio pode ser utilizado no Campeonato Brasileiro.
Outra variação de gramado presente na competição é o híbrido, que combina grama sintética com natural. Exemplos disso são a Neo Química Arena, do Corinthians, e o Maracanã, no Rio de Janeiro. No estádio do Timão, por exemplo, a proporção de grama sintética não ultrapassa 4% do campo total.
Protesto de jogadores
No mês de fevereiro, um grupo de jogadores causou surpresa ao divulgar nas redes sociais um manifesto padronizado contra o uso da grama sintética. A iniciativa contou com a participação de grandes nomes do futebol brasileiro, como Neymar, Gerson, Gabigol, Dudu, Philippe Coutinho, Lucas Moura, Thiago Silva, Pablo Vegetti, Alan Patrick, entre outros, que deram início à campanha.
“Preocupante ver o rumo que o futebol brasileiro está tomando. É um absurdo a gente ter que discutir gramado sintético em nossos campos. Objetivamente, com tamanho e representatividade que tem o nosso futebol, isso não deveria nem ser uma opção. A solução para um gramado ruim é fazer um gramado bom, simples assim.
Nas ligas mais respeitadas do mundo os jogadores são ouvidos e investimentos são feitos para assegurar a qualidade do gramado nos estádios. Trata-se de oferecer qualidade para quem joga e assiste. Se o Brasil deseja estar definitivamente inserido como protagonista no mercado do futebol mundial, a primeira medida deveria ser exigir qualidade do piso que os atletas jogam e treinam. Futebol profissional não se joga em gramado sintético.”

Estádio Nílton Santos, do Botafogo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Destaque para Copa do Nordeste
A primeira fase da Copa do Nordeste foi concluída na noite de quarta-feira (26). Apesar da derrota para o CRB, o Fortaleza garantiu vaga no mata-mata, ao lado de Vitória, Sport, Ferroviário, Bahia, CSA, Náutico e Ceará.

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